
Com a evolução das TI's, o surgimento da internet. E com ela, os
fakes, as correntes, os e-mails que pregam falsas situações. Não é possível acreditar em tudo que nos chega na caixa de entrada. Muita coisa é lixo! Em um e-mail recente surgiu a imprensa como produtora de falsas informações. Normal?
O anexo de uma tirinha recortada do jornal indicava a confiabilidade daquela informação. Uma coluna escrita por Jaime Leitão abria os olhos do leitor para os crimes de corrupção ininterruptas de Lula e seus amigos. Jaime citava Carlos Chagas, que havia escrito alguns dias antes uma outra coluna sobre
a criação de uma ONG chamada Sociedade dos Amigos de Plutão. Não vou me alongar aqui. Vocês podem ler na tirinha, a coluna de Jaime, e abaixo, a coluna de Carlos Chagas que foi publicada na revista Brasília em Dia.
Vocês se lembram de Carlos Chagas? Aquele que controlou o surto de malária em 1905 e que descobriu o protozoário da doença de Chagas. Não que ele tivesse essa doença. É só uma homenagem.
Mas o Carlos Chagas da coluna é outro! Ele já apresentou uma coluna de política em um jornal na record, ou manchete. Não me lembro bem. Mas ele tem o nome igual ao outro. Talvez o bigode também. E o que isso tem a ver com o resto do texto? Nada! Blz... retornando.
Chagas escreveu uma coisa falsa e Leitão não só acreditou, mas citou o primeiro e escreveu sobre a suposta ONG, sem pesquisar se aquilo realmente existia ou não. Então a tirinha é recordada e recebo-a em através de e-mail.
Eu gosto muito de desvendar esses mitos. Quase um
Myth Buster! E olha que sou quase careca.
Muitos daqueles que leram uma das duas colunas acreditaram. E não é pra menos. Os autores são renomados no meio jornalístico.
Os leitores inclusive ficam postando perguntas sobre o tema naquele Yahoo! Perguntas. Discutindo o fato como se ele fosse verídico.
O verdadeiro fato é que a imprensa multiplicou um fato não verídico.
Pois bem. Carlhos Chagas se retratou e disse que não se tratava mesmo de uma verdade.
Lançar uma coisa dessas em véspera de eleição... brincadeira?
Dá pra tirar várias análises disso. PSDB comprou Chagas? Comprou os jornais? Dossiê Alckimim?
Mas eu sou um mero
Myth Buster, não um Polícia Federal.
Concluam o que quiser. Abaixo a coluna de Chagas. Na foto a coluna de Leitão.
Acaba de ser criada, em Brasília, uma nova ONG, chamada de Sociedade dos Amigos de Plutão (SAP), destinada a protestar contra decisão da União Astronômica Internacional que rebaixou o nono planeta do sistema solar à condição de asteróide.
Isso porque, semana passada, reunidos em Praga, 2.500 astrônomos tomaram essa decisão. Agora, somos apenas oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A sede da Sociedade dos Amigos de Plutão está registrada na Esplanada dos Ministérios, ainda que sem particularizar qual deles. O presidente da entidade é um ex-líder sindical, filiado à CUT e ao PT, amigo íntimo do presidente Lula.
O Diário Oficial publicou a liberação de 7,5 milhões de reais para estimular as primeiras ações da nova ONG, que também celebrará convênios de publicidade com a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os Correios.
O objetivo é conscientizar a população para o perigo que significa o rebaixamento de Plutão, primeiro passo para a exclusão da Terra.
Estão definidas viagens de comitivas da Sociedade dos Amigos de Plutão pelas principais capitais do mundo, pretendendo entrevistas com presidentes e primeiros-ministros capazes de integrar-se à campanha em defesa do infeliz planeta agora degradado.
Programou-se, é claro, retiradas de 20 mil reais semanais para cada um dos 800 diretores da nova ONG, que também receberão cartões de crédito institucionais para enfrentar despesas pessoais de hospedagem, alimentação, vestuário e transportes.
Alguma surpresa? De jeito nenhum.
A SAP será apenas mais uma ONG entre as centenas criadas ao longo dos últimos anos, boa parte subsidiada pelo governo, com as mais diversas finalidades: a defesa da floresta amazônica, o estimulo ao programa do primeiro emprego, a exigência de ética nos negócios públicos e, certamente, a que dá proteção aos gatos cegos.
Vale a ressalva: existem ONGs de grande importância, que prestam relevantes serviços à sociedade. No reverso da medalha, porém, ONGs fajutas.
Umas financiadas por multinacionais e até por governos estrangeiros, empenhadas em impor interesses estranhos à nossa soberania. Outras, de simples picaretagem.
Numa época em que se acendem esperanças para os trabalhos do futuro Congresso, que tal programar uma CPI destinada a investigar a atuação, o funcionamento, as origens, os objetivos e os recursos das Organizações Não Governamentais?
Carlos Chagas